Depoimentos
"Dei entrevista para vários veículos, passou na televisão. (...) No ano seguinte iniciou um processo administrativo que pedia minha demissão do serviço público porque eu teria cometido uma insubordinação grave contra a autoridade." |
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"Membros da Apeoesp e o deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL) visitaram a escola. O deputado verificou o péssimo estado e fez a denúncia na Tribuna da Assembléia do Estado O deputado verificou o péssimo estado e fez a denúncia na Tribuna da Assembléia do Estado, do descaso do atual governo com a educação pública, inclusive exibindo a foto de um cavalo que pastava no terreno da escola. A partir daí voltaram às ameaças..." |
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"Recebemos a orientação de que não poderíamos dar qualquer tipo de entrevista à imprensa. Disseram que alguns professores são efetivos há pouco tempo, estão no período probatório, e qualquer coisa que fuja à regra do funcionário público pode causar sua exoneração." |
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“Nada do que você falar vai adiantar. Nem eu nem ninguém aqui vamos dar entrevista. Se você quiser, vá lá fora tentar falar com alguém. Aqui eu não vou permitir. A dirigente regional de ensino de Interlagos proibiu a gente de falar com jornalistas.” |
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"Eu tinha necessidade de repercutir uma pauta específica sobre os resultados de uma avaliação educacional e liguei para a professora da zona leste para saber a opinião dela sobre o assunto." |
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"Muitos professores querem fazer algumas denúncias, mas não têm coragem de falar. Os poucos que têm coragem são muitos corajosos e falam abertamente. Mas a pluralidade de fontes fica limitada. A Secretaria autoriza, nunca tive uma autorização negada, mas o professor sozinho tem muito medo." |
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"Eu queria dizer que nós aqui, a Rede Globo tentamos várias vezes gravar entrevista com professores da rede estadual. Mas o Estatuto dos Servidores Públicos do Estado, que é de 1968, portanto, da época da ditadura, proíbe que eles se manifestem pela imprensa sobre seus superiores e também sobre os atos da administração." |
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"Percebo que o educador se sente intimidado pelo sistema de ensino e prefere se ausentar do papel público de agente do processo educativo. Quando aceita se pronunciar, em praticamente 100% dos casos, o professor pede para que sua identidade permaneça em sigilo, temendo represálias de diretores, coordenadores e supervisores." |
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